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Alagoas participa de campanha nacional para identificação de pessoas desaparecidas
Ação coleta DNA de familiares para ampliar o banco genético e ajudar a solucionar casos em aberto
Por Karolynne Rocha04 AGO - 14H39
Alagoas participa de campanha nacional para identificação de pessoas desaparecidas (Foto: Ascom Polícia Científica)
A partir de terça-feira (5), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inicia a edição 2025 da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa segue até o dia 15 de agosto e conta com a participação do estado de Alagoas, que integra o esforço nacional com apoio das Polícias Civil e Científica.
A campanha tem como objetivo coletar amostras de material genético de familiares e alimentar o banco nacional de perfis genéticos. Com isso, é possível cruzar dados com restos mortais não identificados nos Institutos Médicos Legais (IMLs) de todo o país, auxiliando na identificação e oferecendo respostas às famílias.
“Considerando a existência de diversos corpos nos IMLs do Brasil sem identificação, precisamos fazer um chamamento dos familiares de pessoas desaparecidas para coleta de DNA, pois assim muitas famílias poderão fechar um ciclo doloroso da ausência. Após as análises, os restos mortais serão entregues aos familiares, e estes poderão vivenciar um luto digno”, explicou o delegado Ronilson Medeiros, coordenador de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas.
Dados do MJSP revelam que cerca de 60 mil pessoas desaparecem anualmente no Brasil. Muitos desses casos enfrentam barreiras burocráticas e a falta de um sistema de dados unificado. A campanha visa superar esses obstáculos por meio da criação de uma rede integrada, com informações biométricas, genéticas, físicas e civis.
“A integração dos bancos de identificação é um marco histórico na política de enfrentamento ao desaparecimento de pessoas no Brasil. Não se trata apenas de tecnologia, mas de um compromisso humanitário com milhares de famílias que vivem a dor da ausência”, afirmou Bárbara Fonseca, perita criminal e chefe do laboratório forense do Instituto de Criminalística de Maceió.
Mais do que números, a campanha representa histórias de vida, reencontros e o direito à identidade. A mobilização nacional busca proporcionar dignidade às famílias, encerrando ciclos de incerteza e fortalecendo o compromisso com a memória e a justiça.
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