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Alagoas recebe 12,4 mil doses da nova vacina contra o VSR para proteção de gestantes e bebês
Imunização passa a integrar o Calendário Nacional da Gestante e previne casos graves de bronquiolite e pneumonia
Por Karolynne Rocha04 DEZ - 08H45
Alagoas recebe 12,4 mil doses da nova vacina contra o VSR para proteção de gestantes e bebês (Foto: Joyce Marques / Ascom Sesau)
A partir desta quinta-feira (4), as gestantes alagoanas passam a contar com uma nova proteção no pré-natal: a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite e pneumonia em bebês menores de 2 anos. O Ministério da Saúde enviou a Alagoas 12.430 doses do imunizante, que agora integra oficialmente o Calendário Nacional de Vacinação da Gestante.
As cotas estarão disponíveis para as 102 secretarias municipais de Saúde, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e do Programa Nacional de Imunização (PNI). O início da aplicação em cada município dependerá da organização local.
O VSR é um dos principais agentes de infecções do trato respiratório inferior em crianças pequenas. Até os 2 anos de idade, praticamente todas já tiveram contato com o vírus, e é no primeiro episódio que ocorrem os quadros mais graves, muitas vezes com necessidade de internação. Por isso, a inclusão da vacina no calendário é considerada um avanço significativo na prevenção.
A aplicação será feita a partir da 28ª semana de gestação, com dose única a cada gravidez. A meta é alcançar pelo menos 80% do público-alvo. O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, destacou que o imunizante deve reduzir hospitalizações e salvar vidas de recém-nascidos, lembrando que o VSR está entre as principais causas de internações pediátricas no Estado.
Segundo o Ministério da Saúde, até novembro de 2025, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por VSR, sendo 35,5 mil em crianças menores de dois anos. Como a infecção não tem tratamento específico, a prevenção é essencial.
A oferta gratuita da vacina no SUS também é um marco, já que na rede privada o custo pode chegar a R$ 1,5 mil. O acesso foi garantido por meio de acordo entre o Governo Federal, o Instituto Butantan e o laboratório fabricante, que prevê transferência de tecnologia e futura produção nacional.
A coordenadora do PNI em Alagoas, Rafaela Siqueira, reforçou a importância da adesão das gestantes. Segundo ela, os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos pela placenta e protegem o bebê nos primeiros seis meses de vida, período de maior risco para quadros graves de VSR.
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