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Alagoas registra mais de 6,5 mil acidentes com motocicletas em 2025
Levantamento do Samu aponta média de quase 18 ocorrências por dia e reforça alerta para a segurança no trânsito
Por Karolynne Rocha29 DEZ - 17H43
Alagoas registra mais de 6,5 mil acidentes com motocicletas em 2025 (Foto: Carla Cleto (arquivo))
O ano de 2025 termina com números preocupantes para a segurança viária em Alagoas. De janeiro a dezembro, o estado registrou 6.504 acidentes envolvendo motocicletas, segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O total representa uma média de 17,81 ocorrências por dia, evidenciando o alto risco enfrentado por motociclistas nas vias alagoanas.
As ocorrências mais comuns envolvem colisões com carros, caminhões, ônibus, bicicletas, carroças e animais, além de quedas e atropelamentos. A diversidade dos registros aponta para um trânsito complexo e para a vulnerabilidade de quem utiliza a motocicleta como principal meio de transporte.
Diante da elevada demanda, o Samu reforçou, ao longo do ano, as estratégias de atendimento pré-hospitalar, especialmente com a ampliação do uso de motolâncias, veículos que permitem resposta mais rápida em áreas de difícil acesso, regiões com tráfego intenso e locais onde ambulâncias enfrentam limitações de deslocamento.
Neste ano, as motolâncias realizaram 2.789 atendimentos, média de 7,64 ocorrências por dia. Do total, 2.094 atendimentos ocorreram em Maceió e 695 em Arapiraca. Os chamados envolveram tanto casos clínicos, como mal-estar, convulsões e desmaios, quanto situações traumáticas, a exemplo de colisões e quedas.
Um dos casos recentes que chamou atenção foi o da nutricionista Mayara Dias, de 33 anos, natural de União dos Palmares, que morreu no dia 16 de dezembro, após um acidente no bairro Antares, na parte alta de Maceió. Ela estava na garupa de uma motocicleta por aplicativo quando o veículo perdeu o controle, provocando sua queda na pista. Na sequência, a vítima foi atingida por um carro que trafegava logo atrás.

Passageira de moto por aplicativo morre atropelada por ônibus no Antares
Segundo o coordenador-geral do Samu em Alagoas, Mac Douglas de Oliveira Lima, o elevado número de ocorrências exige respostas cada vez mais rápidas no atendimento às vítimas. “Os acidentes com motocicletas representam uma pressão constante sobre nossas equipes. Quando o caso é grave, precisamos estabilizar no local e transportar rapidamente para um hospital. Mas, muitas vezes, a primeira resposta salva vidas [...]”, destacou.
Ele também ressaltou os impactos positivos da implantação do Suporte Intermediário de Vida (SIV), iniciada em setembro de 2024, que ampliou a capacidade de atendimento pré-hospitalar ao longo de 2025. “Elas são fundamentais para chegar em minutos em que ambulâncias demorariam mais. Em rodovias, vielas ou zonas rurais, o tempo ganho pode ser a diferença entre viver e morrer”, afirmou.
Apesar dos avanços no atendimento, os dados reforçam que a redução dos acidentes depende, sobretudo, de prevenção e comportamento seguro no trânsito. O Samu alerta para a importância do uso correto do capacete, de equipamentos de proteção e do respeito às normas de circulação.
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