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Alagoas se torna polo de pesquisa sobre o vírus da zika com investimento internacional
A Uncisal iniciou suas investigações sobre o zika em 2016, com foco nos efeitos do vírus na audição
Por Vitor Melo11 DEZ - 14H57
Alagoas se torna polo de pesquisa sobre o vírus da zika com investimento internacional (Foto: Reprodução)
Alagoas consolidou-se como um dos principais polos de pesquisa sobre o vírus da zika no Brasil. O Laboratório de Audição e Tecnologia (Latec), da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), foi contemplado com R$ 16 milhões pelo National Institutes of Health (NIH), órgão equivalente ao Ministério da Saúde dos Estados Unidos. O recurso será destinado ao desenvolvimento de estudos sobre a síndrome congênita do vírus da zika, especialmente seus impactos no desenvolvimento auditivo, cognitivo e de linguagem em crianças.
O projeto será conduzido em Alagoas, sob coordenação da Uncisal, e em São Paulo, com a Universidade de São Paulo (USP), campus Ribeirão Preto. O financiamento abrange a aquisição de equipamentos, estruturação de projetos, realização de exames, e até transporte e alimentação dos participantes, permitindo uma abordagem abrangente e inovadora.
De acordo com Pedro de Lemos Menezes, coordenador local da pesquisa e líder do Latec, o estudo se fundamenta em resultados prévios que indicaram atrasos auditivos e cognitivos em crianças expostas ao vírus durante a gestação, mesmo na ausência de microcefalia. “Queremos identificar se esses problemas persistem, por quanto tempo e como intervir de forma eficaz”, afirmou. Ele destacou ainda que o projeto posiciona a Uncisal em um patamar avançado de pesquisa, com impacto global.
A Uncisal iniciou suas investigações sobre o zika em 2016, com foco nos efeitos do vírus na audição. Desde então, produziu artigos científicos e parcerias internacionais, como a estabelecida com a Universidade Vanderbilt, nos EUA, que garantiu um investimento inicial de R$ 3 milhões. A nova fase do projeto, com maior aporte financeiro, promete gerar publicações acadêmicas, dissertações e teses, além de avanços no tratamento das sequelas da síndrome.
Para o professor Pedro Menezes, a relevância do projeto vai além das fronteiras regionais. “Isso coloca Alagoas em destaque no cenário científico global e eleva a Uncisal ao nível de instituições de renome mundial”, concluiu.
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