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Caso Ana Beatriz: coletiva traz novas linhas de investigação
Polícia questiona versões da mãe e hipótese de sequestro é descartada
Por Karolynne Rocha15 ABR - 10H02
Caso Ana Beatriz: coletiva traz novas linhas de investigação (Foto: )
Na noite da última segunda-feira (14), autoridades estaduais concederam coletiva de imprensa para atualizar as investigações sobre o caso da recém-nascida Ana Beatriz, desaparecida desde sexta-feira (11), no município de Novo Lino, em Alagoas.
Participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, os delegados João Marcello (Dracco) e Igor Diego, além de representantes da Polícia Militar e da prefeita do município, Marcela Gomes de Barros. O encontro ocorreu após o quarto dia de buscas.
A mãe da bebê, Eduarda Silva de Oliveira, prestou cinco versões diferentes à polícia, o que levou os investigadores a descartarem, até o momento, a hipótese de sequestro. Apesar disso, ela não é formalmente tratada como suspeita.
Inicialmente, Eduarda alegou que criminosos armados em um carro preto teriam levado sua filha nas margens da BR-101. Testemunhas, porém, afirmaram que ela saiu de casa sozinha, sem a bebê, e foi até a casa de uma vizinha, onde começou a gritar dizendo que a filha havia sido raptada. Em outra versão, a mãe afirmou que dois homens encapuzados invadiram sua casa, a violentaram e levaram a criança — versão também contestada por vizinhos, que dizem não ter ouvido nenhum barulho naquela madrugada.
Possíveis linhas de investigação
As autoridades trabalham com duas possibilidades: que Ana Beatriz ainda esteja viva ou que tenha morrido antes mesmo do desaparecimento. Segundo o delegado Igor Diego, a bebê apresentou sinais de mal-estar na noite anterior ao sumiço. “Verificamos que ela estava com cólicas e a barriga inchada. A mãe chegou a pedir remédio, mas depois não deu retorno se a filha havia melhorado.”
Vizinhos relataram ainda que não ouviram o choro da criança desde a quinta-feira à noite.
Buscas continuam nesta terça-feira (15)
Nesta terça-feira (15), as buscas seguem com apoio do Corpo de Bombeiros e cães farejadores. A área ao redor da casa de Eduarda continua sendo o principal ponto de concentração. Até agora, nenhum novo suspeito foi identificado e não há prisões relacionadas ao caso.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que o caso está próximo de um desfecho.
Defesa da mãe
O advogado de Eduarda, José Weliton, declarou que a cliente “está colaborando com a investigação” e reafirmou que a mãe “sustenta que Ana Beatriz foi raptada”. Ele também destacou que a mulher atravessa um “período difícil” no pós-parto, com possibilidade de depressão, o que pode ter afetado seu comportamento nos depoimentos.
Na tarde de ontem, Eduarda passou mal após acompanhar as buscas e precisou ser socorrida por familiares e levada ao hospital em uma ambulância.
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