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Chuvas intensas em Alagoas elevam risco de leptospirose e Sesau emite alerta de prevenção
Alagoas enfrenta risco sanitário com alagamentos e inundações que favorecem disseminação da doença causada por bactéria presente na urina de roedores
Por Vitor Melo19 MAI - 14H26
Chuvas intensas em Alagoas elevam risco de leptospirose e Sesau emite alerta de prevenção (Foto: Reprodução)
Diante dos temporais que atingem Alagoas desde a última sexta-feira (15) e com a previsão de continuidade das chuvas nesta segunda-feira (19), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) emitiu um alerta à população sobre os riscos de contaminação por leptospirose. A doença infecciosa, causada pela bactéria Leptospira, é transmitida principalmente por meio do contato com água contaminada pela urina de roedores — situação comum em alagamentos e inundações.
De acordo com a superintendente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Sesau, Waldineia Silva, o cenário de chuvas intensas agrava a exposição da população a ambientes insalubres. “A medida preventiva mais eficaz para evitar se contaminar pela bactéria Leptospira é evitar o contato com a água de enchentes e alagamentos. Mas, se não for possível, que se tenha pelo menos o cuidado de usar os EPIs [Equipamentos de Proteção Individual], não negligenciando sobre o controle vetorial dos roedores”, orienta.
Os roedores, principais vetores da leptospirose, costumam habitar locais com entulhos, esgotos e bueiros — áreas que frequentemente sofrem com a ausência de saneamento básico. Ao urinar nesses locais, os animais contaminam o ambiente com a bactéria, que se espalha com facilidade durante as enchentes. O risco de infecção aumenta significativamente quando há contato direto com a água contaminada, especialmente através da pele lesionada ou desprotegida.
A Sesau reforça a importância de medidas preventivas, como o uso de botas e luvas de borracha por pessoas que, inevitavelmente, precisem se deslocar em áreas alagadas, além da manutenção da limpeza em ambientes domésticos para evitar a proliferação de roedores.
Além disso, a secretaria alerta para os sintomas da leptospirose, que podem surgir entre 5 e 14 dias após a exposição e incluem febre, dor de cabeça, dor muscular (especialmente nas panturrilhas), vômito e, em casos mais graves, icterícia (pele e olhos amarelados) e insuficiência renal. Ao identificar os sinais, a orientação é buscar imediatamente atendimento médico.
Com o agravamento das chuvas, autoridades de saúde reforçam que a prevenção é o caminho mais seguro para evitar novos casos da doença, que pode ser grave e até fatal se não tratada adequadamente.
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