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Correspondente bancário ligado ao Banco do Brasil é preso por desviar mais de R$ 720 mil de clientes em Alagoas
As investigações revelam que o acusado se utilizava do acesso privilegiado ao sistema bancário para executar transferências não autorizadas, contratar empréstimos fraudulentos e inserir dados falsos
Por Vitor Melo15 MAI - 14H05
Correspondente bancário ligado ao Banco do Brasil é preso por desviar mais de R$ 720 mil de clientes em Alagoas (Foto: Reprodução)
Um correspondente bancário vinculado ao Banco do Brasil teve a prisão preventiva decretada após denúncias do Ministério Público de Alagoas (MPAL), sob a acusação de liderar um esquema fraudulento que desviou R$ 723.828,00 de contas de 67 clientes, incluindo 17 idosos. O crime ocorreu na cidade de Olho D’Água das Flores, no sertão alagoano.
De acordo com a Promotoria de Justiça local, representada pelo promotor Alex Almeida, a decisão judicial também determinou o sequestro e a indisponibilidade dos bens do investigado, incluindo contas bancárias, veículos, imóveis, criptoativos e até recursos utilizados em jogos eletrônicos. O objetivo, segundo o MPAL, é garantir o ressarcimento das vítimas.
As investigações revelam que o acusado se utilizava do acesso privilegiado ao sistema bancário para executar transferências não autorizadas, contratar empréstimos fraudulentos e inserir dados falsos. Ele também falsificava digitalmente autorizações e declarações, com o intuito de dificultar a detecção das fraudes. A complexidade e a sofisticação do esquema permitiram que ele operasse por um longo período sem levantar suspeitas.
O golpe se torna ainda mais grave por ter como vítimas 17 idosos, com idades entre 62 e 83 anos, grupo geralmente mais vulnerável a fraudes bancárias digitais. A Promotoria destaca que muitos desses clientes não tinham conhecimento das transações em seus nomes até o surgimento das dívidas ou movimentações suspeitas.
O MPAL tipifica as condutas do acusado como peculato — crime praticado por funcionário público ou equiparado contra a administração pública — além de inserção de dados falsos em sistema de informações e falsidade ideológica qualificada.
O caso continua sob acompanhamento da Promotoria de Justiça de Olho D’Água das Flores. O Banco do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre o envolvimento do correspondente bancário, que atuava de forma terceirizada.
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