AO VIVO - - ASSISTA!
  • NOTÍCIAS
  • PROGRAMAÇÃO
    Ponta Verde Esportes Alô Alagoas Agenda Iapois Ponto e Contra Ponto Plantão Alagoas Iapois
  • QUEM SOMOS
  • COMERCIAL
  • FALE CONOSCO
  • NOTÍCIA
  • PROGRAMAÇÃO
    Ponta Verde Esportes Alô Alagoas Agenda Iapois Ponto e Contra Ponto Plantão Alagoas Iapois
  • QUEM SOMOS
  • COMERCIAL
  • FALE CONOSCO

NOTÍCIAS

Em Alagoas tem um rei: Projeto Dominguinhos transforma Massayó em coro nacional

Obra de Kara Veia atravessa gerações, ganha coro nacional e emociona no Festival de Verão Massayó

Por Bruna Pereira
13 JAN - 15H41
Compartilhar
Em Alagoas tem um rei: Projeto Dominguinhos  transforma Massayó em coro nacional Em Alagoas tem um rei: Projeto Dominguinhos transforma Massayó em coro nacional (Foto: Bruna Pereira)

Lançado em 18 de abril de 2025 nas principais plataformas de áudio do país, “Dominguinho” poderia, à primeira escuta, parecer apenas mais um álbum em meio ao fluxo constante de lançamentos da música brasileira. Mas basta avançar algumas faixas para entender que o projeto nasce de outra lógica. O encontro entre João Gomes, Mestrinho e Jota.pê resulta em um trabalho que carrega identidade, afeto e uma compreensão profunda do Nordeste como território sensível, não como rótulo.

O disco surge do diálogo entre trajetórias distintas, mas complementares. João Gomes, já consolidado como um dos principais nomes da música popular nordestina contemporânea, traz a força do forró e da canção popular que dialoga com o grande público sem perder raiz. 

Mestrinho, herdeiro direto da tradição da sanfona, aprendiz de Dominguinhos é natural de Itabaiana, em Sergipe, atua como elo entre passado e presente, conduzindo o álbum com a autoridade de quem aprendeu a ouvir antes de tocar. Já Jota.pê cantor e compositor sudestino, e ex participantes da sexta temporada do The Voice Brasil, imprime delicadeza e lirismo, ampliando o campo emocional do projeto com sua voz suave e seu olhar urbano, conectado à música brasileira. 

Em entrevistas, João Gomes revelou que a ideia inicial era simples: um projeto pequeno, com poucas faixas, pensado para ser íntimo e despretensioso. Essa proposta se mantém como fio condutor do álbum, que aposta na escuta atenta, no silêncio entre os acordes e na música feita sem pressa — quase como uma conversa puxada na varanda, ao fim da tarde.

A vitória na 26ª edição do Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, não surge como surpresa, mas como consequência. O reconhecimento internacional legitima um trabalho que escolheu o caminho inverso ao da indústria acelerada, apostando em identidade, memória e coerência estética. 

O disco aposta em uma estética assumidamente nordestina, com todo o audiovisual gravado entre as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda, em Pernambuco, cenário que reforça a identidade e a intimidade da obra. Na sonoridade, a simplicidade é protagonista. Vozes acústicas, sanfona, triângulo e até ruídos do cotidiano constroem um álbum que acolhe e acalma, despertando memórias que muitos ouvintes nem sabiam que guardavam.

Em um mercado musical cada vez mais guiado pela velocidade dos lançamentos e por métricas virais de engajamento, esse tipo de produção é pensada e executada para durar por anos, criando uma real experiência sensorial em todas as 12 faixas.  

“Dominguinho” não disputa espaço com o efêmero. Ele se oferece ao tempo. É um álbum feito para permanecer, desses que não pedem replay imediato, mas voltam sozinhos à memória — como as boas histórias contadas pelos mais velhos, que a gente só entende completamente depois.

FTOT

Mas é em Alagoas que o projeto ganha um significado ainda mais simbólico. A conexão com o estado se revela de forma direta na faixa 5, “Flor de Flamboyant”, a partir de um trecho que repercutiu nas redes sociais. Na canção, João Gomes apresenta aos ouvintes — e também a Jota.pê — o “Rei das Vaquejadas”, ao cantar: “Em Alagoas tem um rei… o rei das vaquejadas”. A música é composição autoral do cantor e compositor alagoano Kara Veia, figura central da cultura popular do estado.

A presença dessa referência no álbum reforça a chegada simbólica do projeto a Alagoas e reafirma o estado como um espaço vivo da música nordestina contemporânea — não apenas como platéia, mas como território que cria, inspira e é reconhecido dentro da cena nacional.


(Apresentação do álbum Dominguinhos no Verão Massayó ; Foto: Bruna Pereira)

No universo dos ritmos nordestinos, especialmente no forró, Kara Véia sempre foi referência para grandes nomes da música, como Mano Walter, Wesley Safadão, Tarcísio do Acordeon, entre outros artistas. No entanto, foi na voz de um jovem de 23 anos, em meio ao isolamento da pandemia da Covid-19, que sua obra alcançou um novo patamar de visibilidade nacional. Ao interpretar suas composições, João Gomes não apenas emplacou seu primeiro grande sucesso, como também passou a projetar e a honrar o legado de Kara Véia, que, a partir desse encontro geracional, passou a ser compartilhado com uma nova audiência. 

Durante a apresentação do projeto no Festival de Verão Massayó, realizada no sábado (10), no estacionamento do Jaraguá, os três cantores mobilizaram uma multidão. Pessoas de diferentes bairros de Maceió e de várias regiões do Brasil acompanharam o show, que também marcou a valorização do nome de Kara Veia, artista nascido em Chã Preta, no interior de Alagoas.


(Apresentação do álbum Dominguinhos no Verão Massayó ; Foto: Bruna Pereira)

Com o apoio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), as cinco filhas de Kara Veia estiveram presentes para prestigiar o show e representar a memória do pai. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Marilian, uma das filhas, presenteou o cantor João Gomes com uma camisa pertencente a Kara Veia, utilizada durante a gravação de um DVD. A homenagem emocionou o público e levou João Gomes às lágrimas.

O encontro entre artistas, público e memória transformou o show em um gesto de celebração da cultura alagoana. Ao ver pessoas de diferentes regiões do país cantando em coro clássicos como Flor de Flamboyant, o projeto reafirmou a força da obra de Kara Veia, que ultrapassa fronteiras e atravessa gerações. 

Mais do que um espetáculo musical, a apresentação consolidou o reconhecimento nacional de um legado nascido no interior de Alagoas e eternizado na voz de quem mantém viva a sua história.

ÚLTIMOS VIDEOS

Homens disfarçados de policiais invadem pousada, rendem funcionários e troca, tiros com hóspede

Homens disfarçados de policiais invadem pousada, rendem funcionários e troca, tiros com hóspede

Filho de vereador é acuso de estuprar menor e espancar mãe da vítima em Joaquim Gomes

Filho de vereador é acuso de estuprar menor e espancar mãe da vítima em Joaquim Gomes

Polícia procura criminosos envolvidos em tentativa de homicídio em barbearia no bairro de Bebedouro

Polícia procura criminosos envolvidos em tentativa de homicídio em barbearia no bairro de Bebedouro

Motociclista morre após acidente na Menino Marcelo; Larrisa Firmino deixa dois filhos

Motociclista morre após acidente na Menino Marcelo; Larrisa Firmino deixa dois filhos

Falsa enfermeira é presa no Hospital Metropolitano e levada para a central de flagrantes

Falsa enfermeira é presa no Hospital Metropolitano e levada para a central de flagrantes

  • NOTÍCIAS
  • PROGRAMAÇÃO
    Ponta Verde Esportes Alô Alagoas Agenda Iapois Ponto e Contra Ponto Plantão Alagoas Iapois
  • QUEM SOMOS
  • COMERCIAL
  • FALE CONOSCO
Todos os direitos reservados © Opinião - Sistema de Comunicação Política de privacidade
Todos os direitos reservados © Opinião - Sistema de Comunicação