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Ex-policial militar é condenado a 60 anos de prisão por estupro e assassinato
O crime hediondo teve lugar na madrugada do dia 15 de outubro de 2019, quando Josevildo era soldado do 1º Batalhão de Polícia Militar
Por Vitor Melo17 NOV - 15H20
O ex-policial militar Josevildo Valentim dos Santos Junior foi condenado a 60 anos, 9 meses e 29 dias de prisão pelo estupro e assassinato de Maria Aparecida Rodrigues Pereira, além da tentativa de homicídio contra Agnísio dos Santos, namorado da vítima. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (16) e, conforme a decisão, que ainda pode ser objeto de recurso, a pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. Vale ressaltar que o ex-policial já estava detido antes do desfecho do julgamento.
O crime hediondo teve lugar na madrugada do dia 15 de outubro de 2019, quando Josevildo era soldado do 1º Batalhão de Polícia Militar. Na ocasião, ele abordou Maria Aparecida e seu namorado, Agnísio dos Santos, na porta da residência da vítima, situada no bairro da Ponta Grossa, em Maceió.
O ex-policial forçou o casal a entrar em seu veículo e os levou até uma área de mata atrás da empresa Braskem, no bairro Pontal da Barra. Lá, perpetrando atos brutais, estuprou e assassinou Maria Aparecida, além de disparar quatro vezes contra o namorado dela.
Dias após o crime, Josevildo foi detido e, de maneira chocante, confessou os atos, alegando que estava sob o efeito de drogas e negando qualquer relação ou conhecimento prévio das vítimas.
No decorrer do julgamento desta quinta-feira, a defesa de Josevildo sustentou a alegação de que o ex-militar sofria de transtornos psiquiátricos, apresentando um quadro de psicose que o impediria de responder criminalmente pelos atos. Por outro lado, o Ministério Público Estadual (MP-AL) pediu a condenação do réu, ressaltando seu histórico anterior de crimes de estupro entre os anos de 2013 e 2014.
A sentença proferida representa não apenas a justiça sendo feita para as vítimas e seus familiares, mas também destaca a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-policial militar. O caso permanece como um alerta para a importância da vigilância e do rigor na punição de agentes que transgridem a lei e cometem atos tão horrendos contra a sociedade.
Confira a reportagem:
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