NOTÍCIAS
Gestoras de ONG são presas por desvio de R$ 600 mil em Maceió
Investigadas por peculato e lavagem de dinheiro, suspeitas usavam rede familiar para ocultar recursos públicos
Por Karolynne Rocha03 JUN - 16H08
Gestoras de ONG são presas por desvio de R$ 600 mil em Maceió (Foto: Reprodução / Instagram @policiacivildealagoas)
Uma ação da Polícia Civil de Alagoas resultou na prisão de duas mulheres, de 53 e 58 anos, nas primeiras horas desta quarta-feira (3), em Maceió. A ofensiva faz parte da Operação Sunshine 2, deflagrada para coibir crimes de peculato e lavagem de capitais envolvendo o desvio de verbas públicas que deveriam ser aplicadas em serviços de assistência social.
Agentes da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) saíram a campo para cumprir quatro ordens judiciais expedidas pela 10ª Vara Criminal da Capital. Ao todo foram executados quatro mandados nos bairros do Poço e Antares, sendo dois de prisão preventiva e dois de busca e apreensão domiciliar.
As investigações, conduzidas pela Divisão Especial de Combate à Corrupção (Deccor) sob a coordenação dos delegados José Carlos André e Maria Eduarda, revelaram que as suspeitas aproveitavam os cargos de gestão que ocupavam em uma Organização Não Governamental (ONG) para cometer as fraudes.
De acordo com o delegado José Carlos Santos, o montante desviado da entidade gira em torno de R$ 600 mil. "O valor retirado da conta da entidade foi inicialmente transferido para a conta pessoal de uma das suspeitas e, posteriormente, distribuído para outras contas bancárias", explicou a autoridade policial.
Para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas equipes de inteligência financeira, as gestoras utilizavam uma rede de contas em nome de parentes e pessoas de seu círculo próximo.
Esta não foi a primeira vez que as suspeitas entraram na mira da Deccor. Em novembro de 2025, ambas já haviam sido alvo de mandados de busca, mas a análise dos materiais e a coleta de novas provas robusteceram o caso, levando o Judiciário a decretar a prisão preventiva nesta nova fase.
Além do desvio e da lavagem de dinheiro, as mulheres agora respondem por fraude processual. Segundo a polícia, durante as diligências anteriores, as investigadas tentaram ludibriar os agentes entregando aparelhos celulares pertencentes aos seus netos, fingindo ser os seus próprios dispositivos para blindar o conteúdo de comunicações reais e atrapalhar o andamento do inquérito.
Após a captura, as suspeitas foram conduzidas para os procedimentos cartorários e passarão por audiência de custódia.
ÚLTIMOS VIDEOS
Homens disfarçados de policiais invadem pousada, rendem funcionários e troca, tiros com hóspede
Filho de vereador é acuso de estuprar menor e espancar mãe da vítima em Joaquim Gomes
Polícia procura criminosos envolvidos em tentativa de homicídio em barbearia no bairro de Bebedouro
Motociclista morre após acidente na Menino Marcelo; Larrisa Firmino deixa dois filhos