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Imposto de Renda 2026 entra em vigor com isenção para quem ganha até R$ 5 mil; veja o que muda
Nova tabela prevê redução gradual do imposto até R$ 7.350 e cria imposto mínimo para alta renda
Por Karolynne Rocha06 JAN - 14H59
Imposto de Renda 2026 entra em vigor com isenção para quem ganha até R$ 5 mil; veja o que muda (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Está em vigor desde 1º de janeiro a nova tabela do Imposto de Renda 2026, que traz mudanças relevantes para milhões de contribuintes. A principal novidade é a isenção total do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350, conforme regras definidas pela Receita Federal.
A tabela tradicional do Imposto de Renda foi mantida com os mesmos valores de 2025. As alterações ocorrem por meio de redutores adicionais, criados com a reforma do IR, que passam a ser aplicados de forma simultânea à tabela vigente.
As mudanças valem para salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido nos contracheques a partir de fevereiro. Os efeitos também serão refletidos na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2027, referente ao ano-calendário de 2026.
Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?
Com a nova regra, ficam totalmente isentos do IR: trabalhadores com carteira assinada; servidores públicos; e aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.
Contribuintes com mais de uma fonte de renda poderão precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior ao limite de isenção.
Quem ganha até R$ 7.350 paga menos imposto
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá redução parcial e decrescente do imposto devido:
- Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
- quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
- acima desse valor, não há redução adicional.
A regra também se aplica ao 13º salário.
Tabela de isenção e redução mensal - 2026
- Até R$ 5 mil: redução de até R$ 312,89 (imposto zerado)
- De R$ 5.000,01 a R$ 7.350: R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal)
- Acima de R$ 7.350: sem redução
Tabela mensal do Imposto de Renda - 2026
(para rendas acima de R$ 7.350)
- Até R$ 2.428,80 – Isento
- De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 – 7,5%
- De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 – 15%
- De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 – 22,5%
- Acima de R$ 4.664,68 – 27,5%
O que muda no cálculo anual do IR?
No cálculo anual, a Receita Federal também aplicará isenção e redução:
- isenção total para quem ganhar até R$ 60 mil no ano;
- redução gradual para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil;
- acima desse valor, não há desconto adicional.
O redutor anual é limitado ao imposto devido e não gera restituição extra automática.
Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes de alta renda:
- renda anual acima de R$ 600 mil entra na regra;
- alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão por ano terá alíquota mínima efetiva de 10%.
A estimativa do governo é de que 141 mil contribuintes sejam impactados.
Entram no cálculo do IRPFM salários, lucros, dividendos e rendimentos financeiros tributáveis. Ficam fora investimentos incentivados, heranças, doações, indenizações por doença grave e outros rendimentos específicos.
O imposto mínimo será apurado somente a partir da declaração de 2027.
Tributação de dividendos
Outra mudança é a tributação de dividendos na fonte:
- alíquota de 10%,
- aplicada apenas quando o valor ultrapassar R$ 50 mil por mês,
- por empresa pagadora à pessoa física.
O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.
Deduções que continuam valendo
Não houve alteração nas principais deduções:
- dependentes: R$ 189,59 por mês;
- desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
- educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
- declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
Quantas pessoas serão beneficiadas?
Segundo o governo federal, 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados pelas mudanças. O custo estimado é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação sobre alta renda e dividendos elevados.
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