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Maceió: terra de tradição, cultura e encantos que vão além do mar
Cidade completa 210 anos reafirmando legado histórico e riqueza cultural
Por Karolynne Rocha05 DEZ - 10H19
Maceió: terra de tradição, cultura e encantos que vão além do mar (Foto: )
Nesta sexta-feira (05), Maceió celebra 210 anos de fundação. Muito além das praias de águas transparentes que lhe renderam o título de “Caribe brasileiro”, a capital alagoana se afirma como um território rico em história, cultura e singularidades que marcam sua identidade. Poeticamente chamada de “Sereia das Águas”, a cidade convida moradores e visitantes a descobrirem encantos que ultrapassam o azul-turquesa do seu litoral.
A origem da capital remonta ao nome tupi-guarani “Maçayó” ou “Massayó”, que significa “o que tapa o alagadiço” ou “campo que inunda”, em referência aos brejos e lagoas que antes dominavam a paisagem. O povoado inicial cresceu em torno de uma fazenda de gado e um engenho, até ganhar projeção histórica em 5 de dezembro de 1815, quando foi elevado à categoria de vila. Anos depois, em 9 de dezembro de 1839, tornou-se capital da província de Alagoas, impulsionada pela força do porto, essencial para o escoamento do açúcar e do algodão e para o desenvolvimento econômico da região no século XIX.

Foto por: Blog Partiu pelo mundo
A geografia de Maceió é um espetáculo à parte. Além de ser banhada pelo Oceano Atlântico, a cidade integra um complexo estuarino formado pelas lagoas Mundaú e Manguaba e pelas conhecidas 9 ilhas. O complexo lagunar sustenta milhares de famílias e margeia um dos polos mais tradicionais de artesanato e gastronomia da capital, o Pontal da Barra. Já na orla, as piscinas naturais da Pajuçara seguem como um dos principais cartões-postais, com jangadas que levam turistas até os recifes de corais, mantendo viva uma tradição centenária.
A capital também se destaca como berço de grandes artistas brasileiros. Djavan, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB), nasceu e cresceu em Maceió, e frequentemente faz referência às paisagens alagoanas em sua obra. Outro talento local é Eliezer Setton, cantor, compositor e poeta, cuja produção valoriza o cotidiano dos bairros e a cultura da cidade. Maceió também foi cenário da juventude de Graciliano Ramos, escritor alagoano que teve seus primeiros passos literários influenciados pela vida na capital.



No artesanato, o bordado filé (técnica tradicional que remete às redes de pesca) é uma das expressões mais emblemáticas da cultura maceioense, com o Pontal da Barra como seu principal reduto. Na gastronomia, os sabores combinam mar e mangue, com pratos à base de sururu e camarão entre os mais apreciados. O célebre “chiclete de camarão”, cremoso e gratinado, tornou-se uma das iguarias mais representativas da culinária local.
Aos 210 anos, Maceió se reafirma como um destino que reúne beleza natural, profundidade histórica e uma cultura vibrante. Uma cidade que segue encantando quem nela vive e quem a visita, e cuja “Sereia das Águas” continua cantando cada vez mais alto sua identidade para o mundo.
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