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MP-AL investiga supostas fraudes e desvios de recursos públicos em contratações da Prefeitura de Igaci
As investigações, que seguem sob sigilo, levantam suspeitas de fraudes em licitações, falsidade ideológica e desvio de recursos públicos
Por Vitor Melo18 MAR - 15H49
MP-AL investiga supostas fraudes e desvios de recursos públicos em contratações da Prefeitura de Igaci (Foto: Reprodução)
Na manhã desta terça-feira (18), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com o Núcleo de Gestão da Informação e Segurança Institucional (NGI/SI) do Ministério Público do Estado de Alagoas e a Promotoria de Justiça de Igaci, deflagrou uma operação para investigar possíveis irregularidades na contratação de serviços de vigilância patrimonial no município de Igaci, localizado no Agreste de Alagoas.
As investigações, que seguem sob sigilo, levantam suspeitas de fraudes em licitações, falsidade ideológica e desvio de recursos públicos. A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal. No entanto, um dos mandados foi realizado em uma residência onde o alvo não foi localizado. De acordo com as primeiras apurações, a contratação da empresa de segurança foi feita por meio de dispensa de licitação, o que levanta indícios de direcionamento irregular e descumprimento das exigências legais previstas para esse tipo de contratação.
Entre as irregularidades investigadas estão a ausência de concurso público para o preenchimento das vagas de vigilância patrimonial e a suspeita de que a empresa contratada não possuía a devida autorização legal para operar no segmento de segurança privada. Além disso, a investigação aponta a possível simulação de concorrência em pregões eletrônicos, com propostas previamente combinadas para beneficiar a empresa investigada.
Outro aspecto central da investigação é a suspeita de que a empresa funcionava como uma fachada para ocultar bens e recursos financeiros, dificultando o rastreamento dos valores recebidos. A relação entre agentes públicos e os responsáveis pela contratação também está sendo minuciosamente analisada, podendo configurar favorecimento ilícito e superfaturamento nos contratos estabelecidos.
A operação contou com o apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), que garantiram a segurança na execução dos mandados. A investigação continua em andamento, e mais desdobramentos podem ocorrer conforme novas informações sejam apuradas.
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