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MPF analisa suspensão dos passeios noturnos nas piscinas naturais de Maceió
Órgãos ambientais discutem sobre a segurança das pessoas e sobre os riscos à fauna marinha
Por Mariane Magno21 MAR - 17H00
MPF analisa suspensão dos passeios noturnos nas piscinas naturais de Maceió (Foto: Reprodução/Internet)
O Ministério Público Federal (MPF) está avaliando suspender os passeios noturnos realizados nas piscinas naturais da Pajuçara e Ponta Verde, em Maceió.
A medida foi discutida por órgãos ambientais e representantes do turismo e da segurança pública. A ocasião para análise dos passeios, que são conhecidos como ‘Banho de Lua’, foi motivada por denúncias sobre os impactos ambientais e os riscos à segurança. Também foi destacada a utilização de embarcações iluminadas e som alto.
Os especialistas afirmam que a atividade é prejudicial à fauna marinha, como os corais e tartarugas que podem enfrentar dificuldades para desova devido à poluição sonora e luminosa. Pesquisadores da
Segundo especialistas, a atividade prejudica a fauna marinha, especialmente os corais, que entre 80% e 90% estão comprometidos, e as tartarugas, que enfrentam dificuldades para desova devido à poluição luminosa e sonora.
Além das questões ambientais, a falta de segurança também se tornou um fator preocupante. Profissionais do Corpo de Bombeiros informaram que os resgates noturnos no mar são mais difíceis e que existem registros de acidentes e afogamentos.
Muitos dos barcos utilizados nos Banhos de Lua não possuem coletes salva-vidas suficientes, nem tripulação treinada para emergências. Muitos barcos não possuem coletes salva-vidas suficientes nem tripulação treinada para emergências.
Érico Gomes, procurador da República, ressaltou a necessidade de credenciamento atualizado junto ao Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT).
Com as denúncias apresentadas, foi instaurado um procedimento para analisar as medidas cabíveis. Entre as possíveis ações, estão: suspensão total dos passeios, criação de normas emergenciais para regulamentação da atividade, fiscalização mais rigorosa para regulamentação da atividade.
Todos os órgãos envolvidos têm um prazo de 10 dias para fornecer informações sobre o credenciamento, segurança e funcionamento das embarcações.
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