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Quedas lideram acidentes na infância e especialistas alertam para riscos
Enfermeira do Hospital da Criança de Alagoas orienta pais sobre prevenção e sinais de alerta
Por Karolynne Rocha09 DEZ - 16H56
Quedas lideram acidentes na infância e especialistas alertam para riscos (Foto: )
As quedas são uma das principais causas de acidentes na infância e, mesmo sob supervisão, muitas delas podem trazer consequências sérias. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) revelam que mais de 33 mil crianças menores de 10 anos foram internadas em 2023 no Brasil por esse tipo de ocorrência.
Segundo a enfermeira Renata Almeida, do Hospital da Criança de Alagoas (HCA), cada faixa etária apresenta riscos e cuidados específicos. Entre bebês de até 1 ano, os acidentes acontecem, sobretudo, em móveis elevados, como camas, trocadores e sofás. “As principais dicas para quem tem bebê em casa são nunca deixá-lo sozinho em superfícies elevadas e usar sempre as grades de proteção do berço, mantendo-as elevadas quando o bebê estiver dentro. Além disso, se for usar a cadeirinha, certifique-se de que está bem fixada quando colocada na superfície”, orienta Renata.

A partir do primeiro ano, quando a criança começa a andar, os tombos se tornam mais frequentes por tropeços, desequilíbrios e tentativas de subir em móveis. A enfermeira reforça a necessidade de instalar redes ou grades de proteção em janelas e sacadas, manter o piso sem objetos soltos e proteger quinas de mesas.
Já entre crianças acima de 6 anos, as quedas geralmente ocorrem durante esportes, uso de bicicletas e skates, ou em parquinhos. Nessas situações, o uso de capacete e demais equipamentos de segurança é indispensável. Renata também recomenda atenção ao piso dos playgrounds, que deve ser macio, e às condições dos brinquedos.
O que fazer após a queda
Quando a criança cai e se recupera rapidamente, é possível apenas monitorar e aplicar gelo caso haja inchaço. No entanto, alguns sinais exigem atendimento médico imediato. “Nos casos em que a criança apresente sinais, em até 24 ou 48 horas, como vômitos, sonolência excessiva, convulsões, sangramento nasal ou nos ouvidos, e dificuldade para caminhar, os pais devem levá-la em uma emergência o mais rápido possível”, explica a enfermeira.
Quedas de maiores alturas também devem ser avaliadas por profissionais, especialmente em bebês menores de três meses, em quedas acima de um metro para crianças pequenas ou em acidentes envolvendo mais de quatro degraus. “Nestes casos, por prudência, é melhor procurar assistência especializada”, reforça Renata.
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